domingo, 8 de abril de 2012

Ato: O Justo e o Insano


O JUSTO
Venho te dizer no que minha justiça consiste
e como a balança dela é igual e constante
Pois, imparcialidade é meu lema, e nestante
mostrarei que a bondade dos justos existe

'Inda hei de perguntar "quem já viu um justo
ser desamparado?" e ninguem há de responder.
Já que  a justiça é total manifestação de poder
e ela precisa ser-nos imposta à todo custo


"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."

O INSANO
Venho te dizer porque minha insanidade existe
E o motivo de toda uma má vontade e incompreensão,
Não os julgo, eles não veem com o mesmo coração...
que eu, cujo a realidade não mais consiste

E hei de perguntar "Não é insanidade buscar
essa justiça neste mundo? E quem há de responder?
Prefiro manter-me insano, e não é me esconder....
É me aproxima da vida que eu quero encontrar

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."

Ser justo é ser insano, e é Insanidade buscar pela justiça, os tempos são dificeis mas ainda existem os que tentam. É nessas pessoas que acredito, é neles em quem deposito minha confiança e crença, é essa dualidade intensa que eu admiro tão bem, Meu irmão, continue sendo assim....o Justo e o Insano.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Ato: Dos olhares, Destino e companhia...


Parece ser lei que os caminhos tornem-se um só.
Que do pó viemos e de que voltaremos ao pó.
É o Destino que assim o quer! E pra falar do Futuro
me apegarei, de todos, o que considero mais seguro,
um metódo infálivel que conheço desde pequeno
E que torna o nosso mundo mais equilibrado e mais pleno.
Pensemos na máxima: Fazer o bem sem olhar a quem.
Pois esses olhares hão de se fixar em alguém...
Já que é natural procurarmos sentimentos iguais
em outras pessoas, que como nós e conosco sejam leais...
Assim, poderemos compartilhar toda nossa experiencia
E aprender a implementar o que faltou em nossa existencia...

"Mulher, menina, musa inspiradora...
Intensa, inventando sempre mais estrelas para nós...
Lindas, no espaço, mostrando não estarmos sós.
Estamos, eu e você...Debaixo do mesmo céu!
Nunca deixando morrer a esperança de que
Neste véu... existe também beleza. "Perdida"...
Amor! a maior e mais bonita certeza....da Vida!"
 


Milenna! Esse verso, esse poema...só poderia ser para você! Amo-te!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sobre o caminhar da Morte...


Quem é aquela que vem a passos curtos,
E que de longe se nota seu triste semblante?
Que carrega consigo a perda de tantos,
E que observa o caminho com olhos distantes...

Que mal será que se caiu sobre ela?
Mostrando-nos, assim...esta aura tão forte.
Causando, no fundo...uma melancolia singela,
Amaldiçoando - em prantos - nossa falta de sorte

Sua foice vem junto, imponente, agoniza.
Mas o mais apreciável são elas, as asas...
Noturnas, sem estrelas, farfalhantes... Organiza
a melhor forma de invadir ( nossa mente ) nossas casas...

E tirar nosso sono, sossego, nossa vida!
 E ainda assim sendo, não nos recusamos a mortalha,
Sabemos que é necessário segui-la, á Sabida!
Pois é assim, amigos...que a MORTE trabalha....

"Seria possivel que a Morte, no fundo...não gostasse do que faz? Que se lamentasse por faze-lo?..."

sexta-feira, 9 de março de 2012

Autos 3: Dos semblantes tristes...



Eu o havia visto pela primeira vez em meu consultório, tratava-se de um rapaz de aparência comum, moreno e de estatura mediana, magro. Semblante calmo e – por vezes – até inexpressivo.

“Antes de prosseguir, devo informar que sou médica já a 5 anos, e o que vou relatar é uma experiência única cuja qual duvido que vou vivenciar de novo ou que alguém vivencie também.”

Ele sentou-se a minha frente olhando para mim como se fosse desatar a falar, mas permanecera calado.
- Olá Sr... – pegava a ficha dele em mãos – Tales, tudo bem?
A cortesia dos médicos de consultórios particulares era admirável.
- Sim, tudo. Dissera ele, mas visivelmente sem firmeza em sua voz.


“Após tantos anos de experiência, era natural que seu atendimento ( pela fama que adquirira ) se direcionasse principalmente a classe média alta e alta, no entanto...aquele garoto já havia pago a consulta”
 
- O que o traz aqui, neste caso? Perguntou ela.
- Você.....- Respondeu ele. Nesse momento, a Doutora Francielle sentiu-se corar – sem maiores explicações – pois havia sido bastante inesperado a reação, mas ele continuou - ....acredita em premonição? Pressentimentos?
A médica voltava ao normal ( confessava a si mesma que tinha prendido a respiração por uns instantes ) , fez uma expressão curiosa, mas a essa altura dos fatos, não sabia dizer se com a pergunta ou se com o algo misterioso que insistia em envolver o semblante, voz e palavras daquele menino.

“Ressalto que – modéstia e pretensão a parte – eu já ouvira algo assim algumas vezes... Pacientes que comentavam sobre sua beleza intensa, algo que mesmo eu havia esquecido possuir por conta de nossa convivência com tanto sofrimento, entende?”

Suspirei:
- Hummmm...me fale sobre isso, sim? – Em outra ocasião, talvez,  o encaminharia para outra especialidade  ( psiquiatria ou psicologia, provavelmente ), mas não fiz, queria ouvi-lo.
- Não sei porque, mas fico meio aéreo as vezes...-pausou- ... sinto como se não pertencesse mais a este lugar...
 Olhou-a nos olhos em seguida, olhos centrados e penetrantes, olhos de quem sabia o que estava falando e que demonstravam sinceridade.
- E a qual lugar você pretende? – Perguntei já absorta, existia um algo mais naquela história que me despertava absurdo interesse, mas ele pareceu distrair-se e, parando de olhar para mim, passou a olhar ao redor, na sala.
- Acho sua profissão incrível, sabe? – mudara de assunto – Cuidar dos outros é tão...bonito....


No momento seguinte, me vi segurar as duas mãos que ele havia posto sobre a mesa e quase dizer “Me deixe cuidar de você”, mas as palavras não saíram...e ele também não pareceu querer falar, mas sorriu...sorria pela primeira vez.
- Você é uma pessoa maravilhosa, Doutora Franciellef. Disse ele enquanto educadamente retirava suas mãos da mesa... – Preciso ir!

Realmente ele precisava ir, então eu também me levantei, existiam outras consultas afinal. Acompanhei-o até a porta e lá esperei ele se distanciar um pouco. Vi em seguida uma moça chama-lo, parecia esperar por ele. A moça era até parecida comigo, cabelos longos e negros além dos ombros, branca e visivelmente séria.  Ela olhou para mim e mudou sua expressão para uma tristeza notável, pareceu cumprimentar-me, depois, colocou-se ao lado dele, e eu fechei a porta.

Mas durou muito pouco até ouvir um grande estrondo e gritos. Correu para a porta novamente. Lá fora... pessoas estavam reunidas em circulo além da porta principal do consultório, meu coração disparou....Acho que eu já sabia e, mesmo assim, corri para ter certeza, fora muito rápido.
Já lá fora, vi o garoto deitado e inerte no chão, nada disse para deixarem-me passar, foi tudo bem natural...E eu vi sangue espalhado na rua e ao redor do capo de um carro do outro lado da calçada, me abaixei perto dele segurando sua cabeça e em seguida levando meu rosto perto de seu nariz. Constatei não haver mais respiração, e por isso mesmo, tomei um susto no momento seguinte, pois eu juro por Deus que ouvi ele dizer:
- Obrigado...doutora.

Abracei-o involuntariamente ( embora eu ache que o abraçaria de qualquer maneira ) e olhei para o céu me perguntando o porque, pois ele parecia ser um bom garoto. Mas nossa profissão é assim, e por isso mesmo...uma lagrima escorreu de meu olho, apenas uma.
Na semana seguinte eu ainda me pegava pensando naquilo, e em como tudo aconteceu. Entendi por fim que aquelas sensações nada mais eram do que realmente um aviso e, principalmente....Que até a
MORTE pode ficar triste, agora eu tinha certeza de que quem eu vi acompanha-lo era ela....
Mas quanto a possibilidade dele de me agradecer....Até hoje....eu não consegui explicar....


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ato: Felicidade, amigo! um breve sonhar....




Devemos correr atrás de nossa própria felicidade
Aquela que independe de credo, raça/ cor ou idade...
Sonhamos com ela separados e também sonhamos juntos
A realidade de poucos, a necessidade de muitos!
Já que sonhar, companheiros, é o objetivo celestial
Que devemos perseguir com afinco extremo e surreal
Portanto, sejamos sóbrios e ativos para corrermos atrás!
pois o interessado não espera, ele mesmo é quem faz.
E se em algum momento se sentirdes muito sozinho...
Chame um amigo verdadeiro para te acompanhar no caminho.
Caso ele seja mesmo amigo, o caminhar será certeiro...
e antes que você o chame, ele se oferecerá primeiro.
Pois assim é o sonhar, ter amizades é também ser feliz
E prevalecer em um mundo de pessoas ( por vezes ) Hostis...


*( Dedicado a um Amigo que caminha comigo.... )

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O que o medo proporciona...



Você pode não vê-lo, mas ele é vivo e Existe
Pois é como dizem, Tudo que se vê é Real,
Mas do Irreal o pouco que se conhece também consiste.
E pode ser a raiz Perpétua de um grande Mal.

Ainda não se sabe de onde, mas se sabe que está lá.
Dominante, controla primeiro as pernas e parte pro coração.
Centrado e esperto, vai até ti ansiando conquista-la.
Fazendo de suas expressões o ápice de uma circense atração.

Há quem diga que ele vem da Penumbra, desconfie.
Outros dizem que não, que é de dentro,de perto.
Os sintomas são óbvios, antes que te contagie
Já estará completamente tomado...se não for muito Esperto.

Pois é questão de tempo... tempo até que te Domine
E se não for na medida certa, nada faça, não será possivel reagir.
Contudo existe saida, Adrenalina! Seja forte e determine
que pode, pois a Crença é Poderosa,e só assim vai conseguir.

Tirará dele não só as coisas Ruins, terá também coisas boas

Reflexos, Astucia, pensamentos fixos sem movimentos futeis ou atoas
Quiça coisas que outrora não conseguisse, não fosse possível.



Devendo ser mais do que suficiente estes motivos, não Desista!    
Seja Razoável, assim Enganará o que nem mesmo  é visivel
E venceria o MEDO, mesmo isso sendo apenas questão de ponto de vista...


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Autos 2: Posses e Propriedades....



Era tarde da noite, Sthefany esperava seu parceiro na frente do velho portão da casa dos Whinley - Uma casa à muito abandonada, com a estrutura tipica de casas antigas e cujo as lendas urbanas defendiam a expulsão da familia da mesma por contato com magia negra - e olhava irritadiça o relógio, repassando na mente tudo o que havia combinado com ele:
"Adentrar a casa exatamente às 24:00hrs....ver todos os comodos.....beber vinho e...se divertir!". Sorria.  Olhava a esquina ansiosa a cada nova espiada no relógio e exatamente faltando cinco minutos para a meia noite, viu Marcos aparecer ofegante e trotando em sua direção.

- Eu sei! - Disse ele, já se desculpando - Foi dificil conseguir o Vinho, por isso demorei!
Sthefany deu de ombros, olhava para a casa do portão de ferro em grades, e para o jardim já não tão bem cuidado. Arvores cresciam sem limites e se retorciam por cima do pouco visivel caminho, repleto de folhas secas sobre o mesmo, andar silenciosamente ali era impossivel, mas o casal havia pesquisado sobre possiveis moradores 'clandestinos' na casa, e nada ficaram sabendo. 

Entraram, Sthefany ia na frente com uma lanterna e, não se importando com o fato de seus passos causarem rangidos e barulhos, subiu a escadaria que ficava ao centro da sala e deparou-se com um corredor enorme, repleto de quartos de ambos os lados. Seu namorado corria atras dela, mas visivelmente incomodado:
- Você não tem medo, Fany?- Disse olhando com desconfiança para todas as direções.
- Claro que não tenho medo! Você tem? - Disse ela sorrindo, mas com deboche. Sem esperar resposta correu para a primeira porta, sabia que a casa mantinha sua decoração antiga e embora cheio de pó, os moveis ainda estavam lá. Ouviu um novo ranger, abriu a porta e deparou-se com um comodo vazio. Frustrou-se a principio, mas sentiu eriçar os pelos da nuca, sabe aquela sensação de que se é observada? Pois Sthefany sentiu-a de tal forma que pareciam observa-la de muitos angulos. Olhou novamente com os olhos semicerrados sem nada ver...Fechou a porta. Não manteve o animo anterior, mas continuou curiosa, a euforia dava lugar a outra coisa, pois havia ficado um pouco impressionada.

Adentrou um outro quarto, e agora deparou-se com uma cama, chegou a sorrir, mas decidiu reparar melhor, sua ansiedade crescendo, o olhar dirigiu-se para baixo daquela cama que parecia conter uma escuridão anormal, e percebeu ascenderem olhos que faiscavam admirando-a, olhos em par e olhos 'divididos', algo que causou um impressionismo maior, pois ela puxou e prendeu a respiração. Fechou a porta questionando se de fato era boa idéia permanecer no local ( Aquilo era estranho! ), começou a perceber que nas paredes e portas do corredor existiam desenhos, circulos e simbolos- que não pareciam estar lá antes. Olhou para os lados procurando seu namorado mas não pareceu ve-lo, seu 'coração' apertou, correu até o fim do corredor para que pudesse ser banhada pela luz que vinha de fora, pela janela, e lá de baixo reparou que um homem a encarava, sua expressão era do mais completo vazio, mas seus olhos - de longe se via - eram fundos e negros, dificil de serem descritos, do fundo deles duas luzes protuberavam, curiosamente pareciam piscar. Ela gritou, do fundo do corredor percebeu que uma das portas  agora abria-se sozinha e dela se projetava uma aranha de proporções tão grotescas que era possivel ver seu proprio reflexo nos oito olhos dela, e ela babava seu veneno parecendo maquinar pega-la para se degustar. Sons estranhos, grunhidos. Grito! Escuridão, muita ansiedade. Desmaio.

Aflita, fora acordada por Marcos que a havia deitado no sofa da sala ja no andar debaixo
- Você desmaiou, tudo bem? Consegue andar? Vamos sair daqui... - Disse ele, e ela iria com certeza concordar, mas atrás de Marcos, percebeu o homem que a olhava de fora da casa, e com uma voz grave e profunda, disse algo que só ela pareceu ouvir, enquanto ele se aproximava:
- Bem, agora você me tem não é? E agora eu tenho você também....

Beijou-a nos labios, Fany fechara os olhos e ao abri-los denovo, viu os monstros que tinha visto e outros mais, deformes e abstratos, panico, respiração, ar. Segurou as mãos de Marcos e correu como nunca correra em toda sua vida. Na porta, o homem olhava eles se distanciarem enquanto os monstros se aproximavam a suas costas, mas pareceram nada fazer, apenas ouviram:
- Ironico! Ela entra em meus dominios e diz não me conhecer? Diz não ter MEDO? - Risos de varios locais se faziam ouvir. - Vamos, meus filhos medonhos! 

Deu uma ultima olhada para fora:
- Acho que voltarei a visita-la denovo outras vezes....
Fechava a porta.